Aviso Semanal – 26

semanal

A semana: Na semana que passou mercados digeriram a notícia mais relevante, Brexit e o precedente que pode alcançar para outros países (ou regiões) para “saída” e seus respectivos arranjos políticos e econômicos. Mesmo sendo uma manifestação basicamente contrária à mobilidade e seus arranjos migratórios, esse grande revés a globalização ainda pode provocar efeitos danosos sobre as finanças, comércio e o mercado de trabalho. Por enquanto os mercados responderam com stress muito menor que o esperado pela maioria dos analistas, a abundancia de recursos injetados pelos principais bancos centrais do mundo financeiro continua amortizando os movimentos que poderiam provocar desvalorizações mais acentuadas em ativos financeiros e commodities.
De toda forma, o evento acaba prendendo ainda mais o sistema financeiro global a armadilha de liquidez gerada no pós-crise 2008 e adiando ainda mais a pretendida normalidade financeira.
No cenário Brasil a reunião do Conselho Monetário Nacional não trouxe novidades ao fixar a meta central de inflação para 2018 em 4,5% com o mesmo intervalo de tolerância prevista para 2017: 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Assim, o piso será de 3% e, o teto, de 6%.

Juros: Em seu relatório de inflação divulgado dia 28/06, o Banco Central piorou a projeção para a inflação este ano, de 6,6% no relatório de março para 6,9%. Isso mesmo com a acomodação clara nos ajustes de preços e com o forte recuo no câmbio. Mesmo com mais um relatório, mais uma vez, copiado do mercado que poderia ser um impeditivo da queda dos juros mais rapidamente, na pratica o mercado vem recuando as taxas e assim deve continuar.
Expectativa para a semana: Queda de juros em toda a curva.

 
Câmbio: O Brexit que aparentemente provocaria uma fuga maior para o dólar e uma desvalorização do real não se configurou como a maioria previa. Ao contrário, cada dia fica mais claro que a trapalhada do Banco Central na recente desvalorização que levou a cotação da moeda norte americana frente ao real para próximo de R$ 4,20 acabou sendo desarmada pelo cenário externo e trazendo a paridade para uma cotação mais realista.
Para não prejudicar o beneficio que a superdesvalorização trouxe ao balanço de pagamentos o Banco Central agora tentará segurar a continuidade da queda com seus derivativos.
Expectativa para a semana: Acomodação com breve valorização, fechando a semana em R$ 3,20/3,30 por dólar

 
Bolsa de Valores: O que parecia um verdadeiro desastre para o mercado de ações no pós Breixt acabou não se configurando no decorrer da semana que passou. Os mercados reagiram rapidamente e as principais bolsas retomaram a alta com vigor, até mesmo na região onde existia o maior temor que era a Zona do Euro. Com isso os preços das commodities acabaram reagindo rapidamente impulsionado mais uma vez o Ibovespa, tendência que deve prevalecer nos próximos dias.
Expectativa para a semana: 52.500/53.500

“É melhor estar preparado para uma oportunidade e não ter nenhuma, do que ter uma oportunidade e não estar preparado.” Whitney Young Jr.

 
*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de ideias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.

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Economista e Palestrante. CEO do Portal Aviso em Dois e do Projeto Arrisque

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