Aviso Semanal – 22

semanal

A semana: Não custa nada reafirmar o que sempre vem se dizendo por aqui: as baixas taxas de juros e a derrama de recursos por parte dos principais bancos centrais do mundo nos permite ter duas visões distintas, os instrumentos são ótimos para que a economia global se reaqueça, no entanto se estão sendo usados é sinal que as expectativas econômicas não caminham a bom termo.
Os mercados não estão voláteis por si só, estão também acompanhando as constantes mudanças de discursos das autoridades monetárias e os desencontros dos indicadores.
Além do vai e vem dos dados econômicos mais significativos para pautarem os discursos que antecedem a próxima reunião do FED agora em junho o referendo da Grã-Bretanha sobre a possibilidade de permanecer na União Europeia passou a ser mais um incremento para nível de incertezas nesta semana.
No Brasil enquanto o governo interino insiste na aposta da confiança econômica sem as ações pragmáticas que a gerariam o BACEN na quarta feira provavelmente deverá manter a taxa básica de juros nos 14,25%, mesmo com a brutal recessão econômica e o crescente desemprego.
Os reajustes concedidos na semana passada pela Câmara para a PGR, Executivo, Legislativo e Judiciário em ate 41,47%, gerando aumento de despesas que segundo estimativa em 4 anos pode chegar a mais R$ 58 bilhões, foram uma péssima demonstração onde o discurso de confiança na austeridade não condiz com a prática.

Juros: Em semana de reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). Como essa é a última reunião da equipe de Tombini e esta pouco fez para mudar apolítica monetária e por consequência a taxa de juros, não seria agora que iria que fariam algo diferente.
Expectativa para a semana: Mesmo com a manutenção da taxa básica os juros futuros devem recuar em toda a curva.

Câmbio: Os fracos dados do mercado de trabalho americano provocaram uma queda significativa do dollar índex na última sexta feira trazendo a moeda norte americana de volta para o movimento de baixa que deve prevalecer no curto e médio prazos.
Expectativa para a semana: Queda seguindo o mercado externo fechando em R$ 3,40/3,50 por dólar

Bolsa de Valores: A Bovespa que vinha se beneficiando fortemente da correção dos preços das commodities, em especial do petróleo e do minério de ferro, vem se descolando gradativamente do movimento externo. O dado de maio mostrando uma saída liquida do capital externo de R$ 1,8 bilhões e o desempenho negativo de 10% no mês mostra que o apetite do investidor externo vem diminuindo e que essa tendência não deve mudar no curto prazo, mesmo com a abundância de recursos no mercado internacional.
Expectativa para a semana: 49.500/50.500

“Uma vez que o passado deixa de iluminar o futuro, a mente caminha entre as trevas”… – Alexis‐Henri‐Charles Clérel (Alexis de Toqueville)

*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de ideias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.

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Economista e Palestrante. CEO do Portal Aviso em Dois e do Projeto Arrisque

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