Aviso Semanal – 21

semanal

A semana: O evento econômico mais importante da ultima semana foi o encontro do G7 no Japão. O comunicado divulgado após o encontro é uma demonstração cristalina do momento de incertezas econômicas que vive nosso mundo nos dias de hoje, nele eles disseram que vão usar “todos os instrumentos de política; monetárias, fiscais e estruturais, individual e coletivamente, para fortalecerem a procura e da oferta, eliminarem as restrições globais e continuarem com os esforços para colocarem as dívidas numa trajetória sustentável”.
O resumo deste comunicado genérico, vago e lacônico é uma demonstração clara da incapacidade dos governantes e de suas políticas monetárias tradicionais encontrarem soluções para retomada de um crescimento global sustentável como também da correção de seus desequilíbrios. Desta forma continuaremos com o mundo financeiro inundado de recursos e com o FED testando em discursos as consequências de seus futuros e pretensos movimentos na taxa de juros. O modelo tradicional de política monetária claramente se esgotou em si.
Na economia brasileira a grande novidade no anuncio de medidas da equipe de Temer foi que não trouxe nenhuma novidade além de um déficit superestimado e de discursos de boas intenções.

 
Juros: O baixo volume de contratos negociados nos futuros de juros na BM&F e a persistência em altos patamares de taxas evidenciam o nível de incertezas do mercado quanto à política de juros reais que será praticada pela equipe de Ilan no Banco Central.
Expectativa para a semana: Ajustes próximos a manutenção nos vencimentos mais curtos e queda nos mais longos.

 
Câmbio: Depois da intensa atuação por parte do BC no fornecimento de swap reverso o mercado externo volta a pontuar a cotação da moeda norte americana frente ao real. Discursos de membros do FED quanto ao aumento dos juros já na próxima reunião de junho continuarão pontuando os movimentos.
Expectativa para a semana: Menor volatilidade no intervalo de R$ 3,55/3,60 por dólar

 
Bolsa de Valores: A falta de medidas concretas que descortinem um cenário que propicie não só confiança como principalmente um modelo de investimentos para que a economia volte a crescer e gerar empregos fez com que a Bovespa perdesse um pouco a aderência com a subida nos preços das commodities com desvalorizações descoladas do contexto global de abundância de recursos. A relação risco/retorno aumentou a medida do crescimento das incertezas.
Expectativa para a semana: 48.500/49.500

 
“Parturiunt montes, nascetur ridiculus mus” (A montanha pariu um rato) – Provérbio latim

 
*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de ideias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.

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Economista e Palestrante. CEO do Portal Aviso em Dois e do Projeto Arrisque

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