Aviso Semanal – 16

semanal

A semana: Para aqueles que gostam de volatilidade esta semana que entra estará recheada de números econômicos importantes e decisões de alguns dos principais bancos centrais mundiais. PIB americano, da Zona do Euro e do Reino Unido, decisões de juros do Banco Central do Japão, americano e brasileiro, além de outros indicadores.
A decisão mais importante no mundo das finanças, sem dúvida será do FED, mesmo com o consenso quase geral de que o intervalo de juros 0,25% a 0,50% não será alterado o comunicado pós-decisão sempre suscita especulações em torno de movimentos futuros na taxa básica. Demais bancos centrais como o japonês e europeu devem seguir com suas políticas de injeção de recursos em suas economias.
No Brasil mesmo com todos os indicadores de preços se arrefecendo, a atividade econômica em forte baixa e o dólar frente ao real recuado para patamar próximo de R$ 3,50, dando mais um alivio aos preços com componentes importados, nosso Banco Central insiste teimosamente em manter essa taxa de juros exorbitante. Não sei até quando o irracionalismo prevalecerá.

Juros: A despeito da teimosia do Banco Central o mercado de juros futuros na BM&F continua derrubando suas projeções trazendo de volta uma frase conhecida no mercado que diz que o atraso na derrubada da taxa básica está deixando o BC atrás da curva de juros. Mesmo com essa postura inexplicável não se podem ter expectativas irracionais, daí acreditarmos que na próxima quarta feira a decisão será de redução em 0,25%, trazendo a taxa básica selic para 14% ao ano.
Expectativas para a semana: Continuidade de redução em toda a curva de juros, em especial nos prazos mais longos.

Câmbio: Duas coisas básicas precisam ser compreendidas na atual relação dólar/real, a primeira é que as operações dos chamados swaps reversos que já atingiram mais de US$ 32 bi foram no sentido de fornecer a liquidez necessária para os carregadores dos swaps tradicionais não serem obrigados a usar o instrumento dólar futuro como única alternativa de diminuir seus prejuízos imediatamente, movimento de zeragem que poderia levar a cotação para próximo de R$ 3 e prejudicar o ajuste externo, o segundo fator de relevância é que no ajuste global o dólar americano irá continuar recuando para não prejudicar ainda mais os pífios resultados corporativos das grandes empresas varejistas dos EUA e a inflação esperada de 2% ao ano, pelo FED. Em suma a tendência de queda permanece.
Expectativa para a semana: Fechamento da semana em R$ 3,45/3,55

Bolsa de Valores: Os movimentos da Bovespa continuam sendo ditados pelo cenário externo, em especial pela forte valorização nos preços das commodities que responderam pela recente recuperação do índice.
Movimentos de realizações de lucros são naturais e saudáveis para a retomada do movimento de alta iniciado quando estávamos em patamar próximo dos 38 mil pontos.
O dinheiro continua farto e os principais bancos centrais aumentando a oferta. Taxas de juros próximas de zero e dólar ainda muito valorizado, tornam natural o aumento de apetite global pelo risco. Bolsa brasileira com preços atrativos é a combinação perfeita.
Expectativa para a semana: Fechamento da semana em 52.500/53.000

“Pequenas oportunidades podem ser o começo de grandes empreendimentos.” Demóstenes

*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de ideias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.

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Economista e Palestrante. CEO do Portal Aviso em Dois e do Projeto Arrisque

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