E a economia segue o seu curso, apesar de tudo

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A inflação segue desacelerando, bem como as expectativas para os próximos 12 meses.

Os indicadores antecedentes e as sondagens de índices de confiança seguem crescendo e ganhando momentum (aceleração), indicando uma estabilização da atividade econômica meses à frente, e o início da retomada no último trimestre do ano.

As contas externas seguem melhorando mês a mês.

Diante deste cenário, o Banco Central deve iniciar o afrouxamento monetário muito em breve, o que vai reativar ainda mais a atividade econômica e reduzir as despesas com juros da dívida.

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O ponto central do ajuste estrutural, passa pela alteração na legislação que determina a relação do Banco Central e Tesouro Nacional (pretendo analisar em detalhes esse tema e a lei 11.803/2008), o desmonte das operações compromissadas (o principal esqueleto no armário da dívida pública), a melhoria na cobrança da dívida ativa da união e um mecanismo que limite os gastos do governo.

O problema fiscal está contido em nossa legislação há tempos, mas só vem à tona em períodos de crise, principalmente em ciclos de baixa nas commodities.

Em relação aos ventos externos, estes serão cada vez mais favoráveis aos emergentes, em um mundo de taxas de juros negativas, dólar desvalorizando (em relação às principais moedas) e commodities sinalizando um fundo de médio prazo.

Em resumo, a economia segue seu curso, e resta saber quem serão os “heróis” que vão colher os louros da iminente recuperação do futuro.

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Economista e mestre em Psicologia da Educação pela PUC-SP, MBA em Gestão Financeira, Investimentos e Mercado de Capitais pela FGV. É também palestrante e Professor de Economia e Finanças

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