Aviso Semanal – 07

semanal

A semana: Enquanto a economia global continua as voltas com suas incertezas alguns eventos importantes vão pontuando as recentes volatilidades nos mercados financeiros.
A reunião da OPEP na semana passada decidindo pelo congelamento da produção de petróleo acontece em um momento em que a indústria apresenta forte retração na produção de xisto e na contagem de sondas de exploração americana, eventos que se consolidaram com a queda do preço e que, de certo, irão demandar bom tempo para retomada, abrindo caminho para uma alta de curto prazo na cotação do barril.
O primeiro ajuste na taxa de juros americana por parte do FED teve efeito nas taxas de crédito no mercado de dívidas privadas muito além do previsto colocando em risco algumas empresas como Fannie Mae onde sua retenção de lucros, margem de capital, diminuiu de US$ 30 bi antes da crise financeira para US$ 1.2 bi hoje. Agregue-se a isso a subida do dólar frente a outras moedas que está afetando os resultados de empresas de varejo americanas globais como Ford, Johnson & Johnson, Procter & Gamble, e Wal-Mart dentre outras.
Credito privado mais caro e empresas com resultados comprometidos acabam comprometendo o setor bancário, daí este movimento de desvalorizações das ações bancárias, principalmente na Europa.
No cenário Brasil o movimento claro que está se prenunciando, de valorização das commodities, em especial o petróleo, só vem favorecer uma reversão de expectativas que começa a ser vislumbrada, iniciada pelo setor externo e pela acomodação e recuou das pressões inflacionárias que deve se iniciar nos indicadores de abril.

 
Juros: A queda da atividade econômica e o aumento na taxa de desemprego já estão provocando sinais de fadiga nas correções de preços. Mesmo com grande parte da inflação passada (carry trade) ainda presente, os principais ajustes em preços administrados ficaram no passado e a tendência de queda em breve será constatada nos índices.
Expectativas para a semana: Continuidade de redução em toda a curva de juros, em especial nos prazos mais longos.

 
Câmbio: O rápido ajuste das contas externas brasileiras, a queda global do dólar que se prenuncia e o aumento nos preços das commodities são fatores mais que suficientes para que a cotação da moeda norte americana frente ao real venha a ter um esperado ajuste para baixo.
Expectativa para a semana: Recuo durante a semana para fechar entre R$ 3,90/3,95

 
Bolsa de Valores: Todo este cenário descrito acima, aliado a preços altamente convidativos das empresas brasileiras listadas em bolsa permite um ajuste nos preços das principais empresas, em especial aquelas que possuem como principal foco o mercado exportador.
Expectativa para a semana: 43.500/44.500

 
“Compreender que há outros pontos de vista é o início da sabedoria.” Thomas Campbell

 

*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de ideias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.

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Economista e Palestrante. CEO do Portal Aviso em Dois e do Projeto Arrisque

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