Aviso Semanal – 03

semanal

A semana: Entramos na terceira semana do ano e o mundo financeiro continua conturbado. As bolsas americanas nunca na história tiveram um início de ano com quedas desta magnitude, a bolsa da China, as europeias e demais seguiram no mesmo diapasão. As alegações são muitas, as principais imputam o movimento à queda do petróleo e temores que a economia chinesa esteja desacelerando seu crescimento além do que se previa, no entanto, a meu ver, a principal razão concentra-se na excessiva valorização do dólar no mundo financeiro que já vem ocorrendo desde antes do FED aumentar sua taxa de juros de referencia e potencializou-se após as recentes desvalorizações do yuan. (abordarei essa minha visão em um texto mais completo).

Diante deste quadro é inevitável que o dólar venha ter uma correção para baixo em breve, basta observarmos o comportamento descolado das demais moedas, do Euro (carro chefe Alemanha, antecipando os fatos e rumando rapidamente para 1,12/1,14.
No cenário brasileiro esta semana teremos mais uma reunião do Comitê de Política monetária do Banco Central, o chamado Copom, dias 19 e 20 de janeiro, para definir a taxa básica de juros que irá vigorar ate a próxima reunião nos dias 1º e 2 de março. Mesmo com toda pressão contraria dos setores produtivos, sindicatos e entidades de classe e com uma brutal queda da atividade econômica, alguns integrantes do BC insistem em elevar ainda mais a taxa básica de juros.

 
Juros: Nesta semana de decisão de juros acredito que as condições econômicas que se encontra o Brasil, só permitirá o Banco Central elevar os juros numa atitude de total insensatez e devaneio. Basta para isso que se observe o contexto macroeconômico e menos os anseios do mercado. Acredito em manutenção em 14,25% ao ano.
Expectativa para a semana: Mercado continuará pressionando os juros para cima ate a decisão do Copom, recuando a partir de então.

 
Câmbio: Pelas razões explicadas no início do texto o dólar já atingiu um patamar que foi muito além dos fundamentos, além de estar com alto custo de carregamento de posições (taxa de juros). Medo de uma nova crise global não sugere dólar subindo e sim o contrário.
Expectativa para a semana: Recuo para patamares abaixo do fechamento de sexta passada, devendo fechar a semana entre R$ 3,95/4,00

 
Bolsa de Valores: Ao contrário da maioria das análises feitas em um dos papéis carro chefe da bolsa, Petrobrás, a queda do petróleo no mercado internacional, no curo e médio prazo, ajuda a empresa já que o preço dos combustíveis propiciam mais lucros enquanto o Brasil não for exportador líquido de petróleo. No longo prazo trata-se de fonte de energia estratégica onde oscilações não permanentes de curto prazo não podem afetar investimentos em produção.
Os demais ativos como Vale continuam muito depreciados dando oportunidade para formação de carteiras de médio/longo prazos inéditas.

Expectativa para a semana: 39.000/40.000
“Compre quando houver sangue pelas ruas e venda ao rufar doa tambores” – Autor de mercado desconhecido

 
*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de ideias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.

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Economista e Palestrante. CEO do Portal Aviso em Dois e do Projeto Arrisque

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