Netflix

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O mundo está mudando e com ele às tecnologias que deixam para traz velhos modelos de negocio. Grandes corporações caem durante essa mudança. Na área de informação e entretenimento ficam na estrada corporações como a Editora Abril que não soube se adaptar ao tempo.

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Um bom exemplo de quem acompanhou as mudanças e sabe usar sua tecnologia é a Netflix. Chegou meio acanhada e foi comendo pelas beiradas e está no auge produzindo suas próprias séries e filmes. Pode desbancar as TVs? Por certo que sim e não só as TVs, mas também as grandes produtoras de filmes. O que a Neflix apresenta como modelo é possibilidade de assistir o que se quer na hora que for melhor. No computador as cenas escuras ficam tão escuras que fica impossível de se assistir. Na TV com acesso a internet aí sim fica bonita de se ver.

Durante um tempo as TVs a cabo fizeram campanha contra a obrigatoriedade de exibição de produtos nacionais.

Uma vez decidido a obrigatoriedade o Brasil se revelou capaz de produzir uma teledramaturgia de alta qualidade.

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O mote dessa campanha contra a obrigatoriedade de exibição de produto nacional era de que o assinante perdia o direito de escolher o que se quer assistir. A escolha era feita pelo canal. Com a nova tecnologia o publico pode sim escolher o que quer assistir. E mais, a Netflix provou que possível produzir filmes e séries inteligentes e interessantes. Posso dar como exemplo Narcos e Orange Is New Black, mas existem outras séries também interessantes. A netflix investiu em filmes que raramente um canal investiria como Beasts of No Nation já comentado por mim aqui nesse espaço. Hoje a Globo tenta se adequar aos novos tempos com Globoplay, assim como as grandes produtoras de filmes da indústria americana de entretenimento buscam abrir um canal na internet para exibição de seu arquivo. Essas grandes indústrias chegam tarde a esse novo tipo de negocio dado ao seu gigantismo e burocracia não tem agilidade suficiente pra enfrentar o mercado.

A netflix está sempre com series novas enquanto a Globo e a indústria de entretenimento perdem sua agilidade em reuniões burocráticas para saber o que fazer. O que se vê é que o acervo de cada uma das companhias são o que melhor podem oferecer. No caso da Globo uma produção de estética superada que só serve para os saudosistas. E é aí que entrar as produtoras independente que se servem desse vazio para vender suas séries e filmes no geral muito bem feitos.

 

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Jornalista cultural, tendo trabalhado nos principais veículos midiáticos nacionais e, durante 15 anos, chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura

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