Alunos/resistência

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Numa conversa entre amigos, entre um copo de vinho e outro, a ocupação das escolas estaduais logo virou assunto.  Como a conversa até então era sobre cinema a associação da ocupação e filme foi imediata.  Lembramos de dois filmes que mostravam a relação entre estudante e escola. O primeiro de 1968, If… de 1968 dirigido pelo inglês “Lindsay Anderson”  e  venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes nesse mesmo ano. If.. É uma história alegórica sobre um líder estudantil que lidera uma rebelião contra o autoritarismo da escola inglesa e cujo autoritarismo representa a sociedade inglesa. Obra-prima do cinema inglês.

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O segundo filme lembrado foi Taps que conta a história de um colégio militar nos Estado Unidos que será fechado. Revoltados os alunos tomam a escola e armados resistem ao fechamento.

Na simples conversa foi possível perceber elementos comuns entre os dois filmes e a ocupação das escolas estaduais.

Fica claro que a escola pertence a seus alunos, é nesse espaço que desenvolvem suas amizades, trocam suas experiências, amadurecem. A escola pode ser autoritária ou não, bem equipada ou não, mas é nesse espaço que eles se reconhecem.

Se no filme Taps os alunos se utilizam armas tão próprias de um colégio militar os estudantes de São Paulo de outras armas da escola. São baldes, vassouras tintas para resistir e mostrar sua relação com a escola. Eles podem ter problemas como os professores como no filme IF… mas a escola é um laboratório de aprendizado e por isso pertence aos alunos.

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Outra coisa em comum é a violência com que os estudantes são reprimidos. São considerados inimigos do estado por não aceitar docemente as ordens autoritárias das autoridades.

Existem outros filmes como Fita Branca, Das weiße Band um premiado filme austríaco de 2009 dirigido por Michael Haneke, sobre um coral de crianças em uma vila no norte da Alemanha pouco antes da Primeira Guerra Mundial.

É na escola que se desenvolve o espírito de cidadania. É onde se aprende a dialogar com as autoridades e chegar a um acordo sem vergar a espinha. Ser um cidadão atuante que luta pelos seus direitos a qual tem direito e não um carneirinho cidadão.

É pra isso que servem os livros, os filmes, as musicas que alem de humanizar ajuda a entender o mundo.

 

Taps

 

If…

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Jornalista cultural, tendo trabalhado nos principais veículos midiáticos nacionais e, durante 15 anos, chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura

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