Alberto Sampaio

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Á exposição de Alberto Sampaio é uma ótima oportunidade para se conhecer um das figuras importantes da historia da nossa gente ainda desconhecido.
Fotografo amador que registrou com suas lentes as mudanças do Rio de janeiro do século 19 para o 20 o que permite a pesquisadores conhecer como era a antiga capital nesse período.

Lentes da memória: a descoberta da fotografia de Alberto Sampaio (1888-1930)

A exposição “Lentes da memória: a descoberta da fotografia de Alberto Sampaio (1888-1930)”, entre 17 de setembro de 1 de novembro de 2015, apresenta pela primeira vez ao público o acervo de Alberto de Sampaio (Rio de Janeiro, 1870), um dos pioneiros entre os fotógrafos amadores no Brasil. A mostra é dividida em três núcleos e apresenta cerca de 120 registros fotográficos, além de objetos pessoais, materiais de laboratório fotográfico usados por Sampaio e projeções de filmes rodados em 16mm pelo fotógrafo.

O primeiro Núcleo, denominado “A casa do amador”, traz uma série de imagens do cotidiano de Alberto de Sampaio e sua família, além de vitrines com documentos e objetos do fotógrafo. Já os dois outros núcleos são dedicados às fotografias do Rio de Janeiro. Um percurso de acessibilidade com audiodescrição das fotografias (gravadas e com a presença do monitor), site do projeto com descrição detalhada de cada fotografia e a disponibilização de um aplicativo para celular tornam a exposição acessível às pessoas com deficiência visual.

A Audiodescrição
Para os visitantes com deficiência visual total ou parcial a exposição disponibiliza o recurso da audiodescrição produzida pela Cinema Falado Produções. Parte das obras pode ser apreciada por meio da audiodescrição gravada. O recurso está disponível em aplicativo AudiFoto, gratuito para Android, lançado este mês pela Fundação Dorina Nowill para Cegos. Este recurso será ativado após os usuários baixarem o app AudiFoto e, ao passar pelas obras, terão a possibilidade de ouvir automaticamente o que está retratado em cada peça – fotografia ou objeto – devido a um sensor instalado nas obras. Os usuários que não baixarem o aplicativo também poderão ouvir a audiodescrição através de canetas pentop, outro recurso que disponibiliza o áudio.

Os espaços, objetos e obras que não contam com descrição gravada serão descritos com o apoio de um monitor audiodescritor presente na exposição. De quartas-feiras às sextas-feiras entre 11h e 18h e sábados entre 11h e 19h o monitor audiodescritor acompanha a visita do público com deficiência visual, realiza a descrição detalhada do espaço, objetos e das obras que não estão contempladas no conteúdo gravado.

Além da audiodescrição gravada e dos monitores audiodescritores a exposição tem ainda maquetes táteis dos espaços expositivos e de uma câmera fotográfica do início do século XX. O site do projeto (www.albertodesampaio.com.br) também está acessível e apresenta descrição das fotografias, que podem ser ouvidas através de programas utilizados por pessoas com deficiência visual.

A descrição narrativa das imagens é uma forma de tradução visual, em palavras, que permite a inclusão social de públicos mais amplos que participam e dialogam com as mudanças da sociedade em que vivemos. Estas ações atendem à importante demanda de proporcionar a inclusão das pessoas com deficiência visual na vivência cultural.

A fotografia, inserida em nosso cotidiano, assim como suas histórias, fazem parte cada vez mais da vida de todos. Este é o motivo de a exposição ter sido planejada para tornar as imagens desse desconhecido fotógrafo amador, chamado Alberto de Sampaio, acessíveis.

Horários no Instituto Tomie Ohtake
Audiodescrição gravada para público espontâneo de pessoas com deficiência visual
Todos os dias

Audiodescrição ao vivo com monitor para público espontâneo de pessoas com deficiência visual
Quarta a sexta-feira: 13hs às 18hs
Sábados: 11hs às 19hs

Audiodescrição ao vivo com monitor para grupos pré-agendados de pessoas com deficiência visual
Quarta a sexta-feira às 10h30

Equipe
Audiodescrição Exposição
Curadoria: Adriana Maria Martins Pereira
Coordenação: Graciela Pozzobon
Descrição das fotografias: Fernando Pozzobon, Graciela Pozzobon e Kemi Oshiro
Revisão de Textos: Bruno Ribeiro
Vozes: Liane Motta, Jean Bodin e Graciela Pozzobon
Direção de Gravação: Fernando Pozzobon
Gravação e Edição de Som: Damião Lopes
Finalização: Bruno Ribeiro
Monitores Audiodescritores: Andréia Paiva, Iuri Saraiva e Kemi Oshiro
Cinema Falado Produções

Maquete tátil exposição
Danilo de Oliveira (Nova Silk)

Modelagem maquete tátil
Eduardo Guiduci (Sopa Criativa)

Acessibilidade site
Fábio Salles (Webteria)
Leda Spelta (Acesso Digital)

Recursos Técnicos
Fundação Dorina Nowill
(Canetas Pentop, Aplicativo Audifoto)

About

Jornalista cultural, tendo trabalhado nos principais veículos midiáticos nacionais e, durante 15 anos, chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura

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