2º Jazz Manouche – Festival Internacional no Bourbon Street

unnamed (1)

Invasão cigana na capital paulistana

Festival de Jazz Manouche

Dia 02 de novembro no bourbon Street

O recente fervor na cena jazzística nacional em torno do estilo criado pelo virtuoso Django Reinhardt nos anos 30 tomou conta da capital paulistana definitivamente.

Quando, há cinco anos atrás, se comemorou por todo mundo o centenário de nascimento do gênio cigano, foi em Piracicaba que se encontraram pela primeira vez praticantes desse estilo particular de swing para celebrar a música do mestre com concertos e jams. Este foi o embrião de um movimento que tem dado passos gigantescos a cada ano, com o surgimento de novos grupos praticantes do estilo em todo país e a realização de festivais dedicados ao gênero.

O Festival de Jazz Manouche sediado em Piracicaba se alastrou para Campinas – cidade berço do grupo pioneiro no estilo no país, o Hot Jazz Club – e chegou finalmente com toda força à capital a partir do ano passado, quando o Bourbon Street Music Club sediou a primeira edição paulistana do festival.

Até então, podia-se dizer que havia apenas um ou dois grupos ativos na cidade dedicados ao estilo do jazz manouche – de lá pra cá, a capital já conta com pelo menos uma dúzia de diferentes formações associadas a essa linguagem musical tão característica, contagiando a cena musical paulistana com a batida dançante e nostálgica dos violões ciganos, acompanhados pela marcação do contrabaixo e pelos improvisos energéticos do violino e acordeom.

Origem

O estilo surgiu em Paris no começo do século passado, quando o cigano Django e o violinista francês Stéphane Grappelli se juntaram no quinteto do Hot Club de France, consagrando uma parceria que se tornaria icônica e definidora de uma nova linguagem no mundo do jazz.

Na contramão das instrumentações tradicionais americanas que usavam metais e bateria, o jazz manouche se caracterizou sobretudo pelo uso de instrumentos de cordas como o violão e o violino que já faziam parte da cultura musical cigana, assim como outros instrumentos como o acordeom, justamente por sua portabilidade, adequada ao espírito nômade de sua origem.

Da junção do swing americano e a improvisação jazzística com o fraseado cigano e sua verve virtuosística, nasceu o jazz manouche, o gypsy jazz – estilo que conta hoje com grupos praticantes em todas as partes do mundo, quase sempre nomeados como ‘Hot Clubs’ em referência à formação original francesa.

Artistas estrangeiros no Festival

O movimento no Brasil logo começou a chamar a atenção também no exterior e, na edição do ano passado, artistas de primeiro escalão internacional no gênero, como Richard Smith (Reino Unido) e Dario Napoli (Italia), já começaram a vir ao país se apresentar pela primeira vez e estabelecer parcerias e intercâmbios com os expoentes nacionais do estilo.

Para a edição deste ano, estão confirmadas as presenças de Robin Nolan (Holanda) e Paul Mehling (EUA).

Paul Mehling, líder do Hot Club of San Francisco, é considerado o patrono do gypsy jazz nos EUA, tendo sido o primeiro americano convidado a participar do célebre Festival Django de Samois-sur-Seine, a meca mundial do estilo. A partir de sua formação sólida nas raízes do swing americano e uma fidelidade estilística ímpar à linguagem manouche, Paul reúne em suas apresentações o melhor de dois universos.

Robin Nolan, um dos maiores nomes do jazz manouche mundiais, tem expandido as fronteiras do estilo com sua abordagem harmônica, moderna e técnica impressionante, provando que o jazz manouche está em constante renovação e, longe de ser um estilo engessado pelo tempo, mantém sua jovialidade e alegria através das gerações.

Festa cigana no Bourbon Street

Para acompanhar os artistas estrangeiros, foram reunidos os mais representativos violonistas da cena manouche nacional, representando os grupos de que participam: Fernando Seifarth (Hot Club de Piracicaba), Marcelo Modesto (Hot Jazz Club), Benoit Decharneux (Hot Club do Brasil), Bina Coquet(Batuque Manouche – São Paulo), Flavio Nunes (Três Tigres Tristes – São Paulo), Vinícius Araújo (Jazz Cigano Quinteto – Curitiba) e Mauro Albert(Florianópolis). Completando a instrumentação típica do jazz manouche, no contrabaixo acústico, Gilberto de Syllos, e, no violino, Ernani Teixeira(diretor musical do evento), ambos também do Hot Jazz Club.

O Festival traz ainda como destaque, a participação de três acordeonistas que tocam com diferentes bandas de jazz cigano e que se encontram, nessa ocasião, pela primeira vez: Thadeu Romano (Hot Jazz Club), Daniel Grajew (Batuque Manouche) e Marcelo Cigano (Jazz Cigano Quinteto). Para completar a festa, a noite promete participações especiais das carismáticas cantoras Pa Moreno (Hot Club de Piracicaba) e Mônica Marianno (Hot Jazz Club).

 

Serviço

Local: Bourbon Street | Rua Dos Chanés, 127 – Moema – SP

Bilheteria Bourbon Street: Rua dos Chanés 194 – de 2ªf.a 6ª.f das 9h às 20h, sábado e feriado das 14h às 20h

Fone para reserva: (11) 5095-6100 (Seg. a sexta) das 10h às 18h

Data : 02/11/2015- segunda-feira

Horário: 21h00

Abertura da casa: 20h00

Duração: 90 min. aproximadamente

Couvert  Artístico: R$ 65,00

Venda também pela  Ingresso rápido – 11 4003 1212 – www.ingressorapido.com.br

Censura: 18 anos e 16 anos acompanhado de responsável

Capacidade: 450 pessoas

Estacionamento/ Valet: R$ 25,00

Aceita todos os cartões de débito e crédito.

Acessibilidade motora

Ar condicionado.

Wi-fi – senha na casa

Homepage: http://www.bourbonstreet.com.br/

 

Informações para imprensa

Maria Inês Costa maic@maic.com.br

11 99237.8666/  3277.8763

unnamed

About

Economista e Palestrante. CEO do Portal Aviso em Dois e do Projeto Arrisque

View all posts by

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *