Operação Long & Short

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Conceito

Consiste em uma operação de mercado neutro, usualmente praticada por árbitros do mercado, utilizando-se de distorções provocadas por movimento de especuladores ou outros players do mercado.

Esta operação, conhecida no mercado brasileiro como Long & Short ou Long/Short, em português seria algo como Arbitragem entre Ações. É um tipo especifico de operação de Hedge, no qual se busca a neutralidade em relação aos índices principais do mercado. Trata-se basicamente de uma operação de arbitragem entre papéis.

Esta arbitragem entre dois ativos busca performance relativa entre ambos, ou seja, que a ponta ativa (comprada) performe melhor que ponta passiva (vendida) ou vice-versa. Não interessa neste caso se o índice da bolsa cai 10% ou sobe 10%, a operação pouco sofre influencia disto, se o ativo Long (ponta comprada) cair 10% mas o ativo Short (ponta vendida) cair 15% a operação gerou um lucro de 5% no diferencial dos dois papéis.

Utiliza-se a o termo Spread entre ativos para indicar a situação de um par de ativos, Ex.: Qual o Spread entre CSNA3 e GOAU3? Ele se dará pela razão de seus preços, sendo calculado geralmente o primeiro ativo citado (no nosso caso CSNA3 como o numerador.

Tipos de Long & Short

Levando-se em conta a qualidade de cada ativo envolvido na operação temos:

Intra-setoriais – Este tipo de operação baseia-se na correlação de preços que as duas empresas demonstram no mercado, caso haja uma grande distorção não justificável entre os preços destes ativos, pode ocorrer uma operação de arbitragem entres estes pares. Ex.: Itaú/Unibanco vs. Bradesco;

Intersetoriais – E um dos tipos menos vistos no mercado, por ser de maior risco, deve haver um grande conhecimento dos dois mercados, mas, também proporciona os maiores ganhos potenciais. Ex.: Friboi vs. Usiminas;

ON vs. PN – é a mais comum das operações entre pares, e, como se trata basicamente da mesma empresa tanto na ponta vendida quanto comprada, o risco e muito baixo, por isso os volumes nestas operações são muito grandes, e, tendem a remunerar uma taxa não muito atrativa. Ex.: Petrobras ON vs Petrobras PN;

Controlada vs. Controladora: Algumas empresas listadas na bolsa são controladoras de outras empresas também listadas na mesma bolsa, e, também detêm um número razoável de ações destas, sendo assim, seus resultados são muito similares, na maioria das vezes a controlada representa quase que a totalidade dos ativos da controladora, facilitando ainda mais a operação de arbitragem e reduzindo os riscos. Ex.: Banco Itaú/Unibanco vs. Itaúsa

Operacionalizando o Long & Short

Como qualquer tipo de operação de arbitragem, faz se necessário a utilização de margens de garantia depositadas na Bolsa para que se possam realizar tais operações. Tais garantias podem ser na forma de:

– Títulos Públicos;

– CDB;

– Ações;

– Dinheiro;

– Carta-Fiança.

Estas garantias são necessárias devido à posição Vendida que se toma em um dos papéis em questão, pois, tal venda ocorre a descoberto, ou seja, o vendedor não possui tais papéis, ele os aluga no (BTC) Banco de Títulos da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) a uma taxa mínima anual. Cada ativo tem o seu devido intervalo de margem requerido pela Bolsa, sendo assim apenas consultando o site da Bovespa para se certificar disto.

As operações de compra e venda dos dois ativos são efetuadas simultaneamente, e com o “casamento” do financeiro, sendo assim quase não ha desencaixe em tal operação.

Ex.: Arbitragem entre VALE3 e VALE5 Compra de R$ 100.000,00 em VALE3 Venda de R$ 100.000,00 em VALE5

O credito e o debito ocorrem no mesmo dia, sendo assim, apenas a margem de garantia deve ser depositada referente ao valor da venda de VALE3.

Fontes:

BM&F/Bovespa

CBLC

About

Economista e Palestrante. CEO do Portal Aviso em Dois e do Projeto Arrisque

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