Aviso Semanal – 11

semanal

A semana: A semana que passou teve como destaque mais uma reunião do Banco Central americano que não trouxe nenhuma novidade dentro do contexto de taxas de juros, o comunicado foi o mesmo divulgado nas ultimas reuniões onde manteve mais uma vez a taxa de juros inalterada e alertando para um possível aumento para breve já que a economia americana e o mercado de trabalho continuam a apresentar constantes melhoras.

Em suma, o receio que um aumento nas taxas, mesmo reduzido, continua presente e os constantes alertas são na realidade tentativas de que o mercado vá ajustando as taxas futuras antes da efetivação do chamado ajuste monetário.
Será que é só isso mesmo ou o receio de que não só a economia americana como as demais mundo afora ainda estão longe de suportar um aumento dos juros no curto prazo? Fico com a segunda hipótese.
No cenário doméstico tivemos mais uma elevação da taxa básica de juros por parte do Banco Central do Brasil, elevando seu patamar para 14,2% ao ano e dando sinais que desta vez o ciclo de aumentos pode ter se findado.
A forte e rápida valorização do dólar já está prejudicando o resultado de algumas grandes empresas americanas, fato que foi recentemente comentado pelo presidente Obama e concretamente tem surgido nos resultados corporativos divulgados em Wall Street.
Se é ruim para os EUA para o Brasil a desvalorização do real vem dando sinais claros que o ajuste está sendo mais rápido que a grande maioria dos economistas projetava.

Juros: O comunicado do Copom sugerindo que o aumento na taxa básica poderia ser o ultimo do ajuste fez com que as taxas futuras caíssem em a curva.
Os últimos índices de inflação já estão arrefecendo. Os ajustes tarifários praticamente se esgotaram e o preço dos alimentos tem dado sinais de fadiga.
Expectativa para a semana é de que a continuidade da queda continue

Câmbio: Mesmo com o cenário externo puxando a cotação da moeda norte americana em relação a todas as outras e levando o real a se depreciar mais ainda o Banco Central do Brasil continua diminuindo a chamada rolagem dos swaps, anunciando na ultima sexta feira que só faria renovação de 60% das posições vencendo em setembro. Isso demonstra que a equipe econômica está ciente da força do ajuste cambial na retomada de nossa economia, assim vem criando um colchão de preços para o ajuste no dólar em termos globais que deverá ocorrer em breve.
Expectativa para a semana: R$ 3,37/3,42 por dólar

Bolsa de Valores: A Bovespa continua no ritmo que tenho alertado por aqui, devagar e sempre, para cima.
O índice Thomson Reuters/Core Commodity CRB, que inclui 19 commodities, já acumula recuo de 31 por cento nos últimos 12 meses, tendo atingido o menor nível em mais de seis anos na sexta-feira. As apostas do mercado continuam focadas m um arrefecimento da economia chinesa e numa menor demanda, no entanto commodities, como já vimos em outros períodos, podem retomar a trajetória de alta a qualquer sinal mínimo de aumento de demanda, já que a produção, mesmo com o mundo crescendo menos, ainda não é suficiente para atender qualquer suspiro no aumento da demanda.
Nem mesmo algumas recomendações negativas estão conseguindo deprimir o índice abaixo dos 50 mil pontos. Quando voltar a subir com vigor irá surpreender muitos pessimistas, “apesar da crise”
Expectativa para a semana: 51.200/52.200

“Cada vez que a mente se abre para uma nova ideia, jamais ela volta ao seu tamanho natural”, Albert Einstein

*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.

O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de ideias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.

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Economista e Palestrante. CEO do Portal Aviso em Dois e do Projeto Arrisque

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