Samba

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Neste ano não consegui acompanhar o festival de Cinema Frances, mas deparei com esse texto sobre um dos filmes apresentados neste festival e me deu vontade de assistir e espero que aconteça o mesmo com quem ler. O texto é de Diego Ribeiro do site Obvius.

 

Samba – imigração e invisibilidade social em ritmo francês

Por Diego Ribeiro

Mais do que um romance, ou algo do gênero, o longa busca tratar das relações humanas e incomuns. Do novo olhar que se ganha quando se está disposto a interagir com alguém que parece ser de um mundo distante ao seu. Além disso, a obra mostra que nossa casa é onde estamos, e o que fazemos pelas pessoas e pelo ambiente ao nosso redor.

Mais um dos grandes destaques do Festival Varilux “Samba” chegou para mostrar que o swing do cinema francês é afinado e tem ritmo próprio, trazendo para o público uma grande obra e um dos melhores filmes do Varilux deste ano. Contando com astros como Charlotte Gainsbourg (“Ninfomaniaca 1 e 2”) e Omar Sy (“Os Intocáveis”), o filme conta a história de Samba (Omar Sy) um jovem negro, oriundo do Senegal, que luta para se estabelecer num país que tem como casa por mais de 10 anos.

Buscando ultrapassar a barreira do preconceito ao negro africano em um país Europeu, Samba tentará vencer as dificuldades impostas ao imigrante na frança. Mesmo sendo uma força de trabalho indispensável, como é a de toda população imigrante em países desenvolvidos, este sentirá na pele como é difícil “se tornar francês”.

É no desenrolar deste processo que a vida de Alice (Charlotte Gainsbourg) e a de Samba se cruzarão. A francesa recém saída do universo corporativo, devido a um trauma emocional, agora trabalha em uma organização que ajuda pessoas em situação de risco ou ilegal no país, como é o caso do rapaz.

Paulatinamente ambos passarão a se identificar um no outro, como duas engrenagens que giram apenas encaixadas, e em completa sintonia. Alice descobrirá em Samba, e vice-versa, uma nova perspectiva de vida e um recomeço, onde toda a agunia do passado, parece estar finalmente disposta a ser deixada de lado.

Mais do que um romance, ou algo do gênero, o longa busca tratar das relações humanas e incomuns. Do novo olhar que se ganha quando se está disposto a interagir com alguém que parece ser de um mundo distante ao seu. Além disso, a obra mostra que nossa casa é onde estamos, e o que fazemos pelas pessoas e pelo ambiente ao nosso redor.

Um filme emocionante que provoca no público as mais diversas reações, “Samba” merece ser visto, escutado e apreciado como uma bela canção do ritmo.

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Jornalista cultural, tendo trabalhado nos principais veículos midiáticos nacionais e, durante 15 anos, chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura

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