Aviso Semanal – 10

semanal

A semana: A semana que se inicia promete mais volatilidade que o habitual.

No cenário externo a supervalorização do dólar frente às demais moedas já vem causando problemas não só para os preços das commodities como também para economias que tinham como meta o aumento da inflação para retomar com consistência o crescimento econômico. Os chamados emergentes que no pós-crise 2008 foram considerados a esperança de retomada da economia global, hoje com os fortes ajustes recentes, já passam a preocupar as economias dos chamados desenvolvidos.

O dólar é o fio da navalha.

O Brasil por pior que possam ser as expectativas futuras tem a vantagem de estar com o ajuste em andamento, principalmente com a desvalorização considerável do real frente ao dólar (de recente R$ 1,60 para hoje R$ 3,35).

A moeda é o principal componente do recente ajuste, essa lição de casa já está se findando.

 

Juros: Mercado de juros vive intensa volatilidade decorrente de opiniões diversas sobre o termino ou continuidade da elevação da taxa básica de juros.

Essa semana, na quarta feira o Banco Central do Brasil em sua reunião do Copom irá divulgar a taxa básica de juros que irá prevalecer até o próximo encontro. Maioria do mercado financeiro continua apostando em continuidade da elevação para 14,25% ao ano, no entanto, a redução da meta de superávit fiscal anunciada na semana passada sugere que o aumento de taxas está próximo do fim. Acredito mais na segunda hipótese.

Expectativa para a semana é de volatilidade ainda alta e queda futura na curva de juros futuros no pós Copom.

 

Câmbio: Ao contrario que pode sugerir os últimos acontecimentos econômicos na avaliação da maioria dos analistas a tendência do dólar não é de explodir sua cotação além do que ela se encontra. Não devemos esquecer que o BC tem trabalhado para evitar a queda na moeda americana dentro da sua importância como instrumento do ajuste e retomada de nossa economia, mas também não irá permitir que a volatilidade e desvalorização mais bruscas venham provocar prejuízos maiores a economia. Só lembrando que há bem pouco tempo o dólar vinha sendo cotado próximo a R$ 2,00 e o custo de carregamento de posições tem custos elevados.

Expectativa para a semana: R$ 3,27/3,33 por dólar

 

Bolsa de Valores: O que parece ruim para a Bovespa na verdade são constatações mais otimistas. Rebaixamentos e indicações de importantes players indicando na venda costumam na prática mostrar que esses mesmos já se posicionaram antes dos anúncios e que o chamado “fundo” já foi além do que deveria.

Commodities não são ativos financeiros, não se vendem ações de supermercados porque as mercadorias caíram de preço, alimentos e energia terão sempre demandas crescentes. Mais cedo do que se possam imaginar as commodities retomarão a trajetória de alta.

Expectativa para a semana: 50.200/51.200

 

“Compre quando houver sangue pelas ruas e venda ao rufar dos tambores” – frase de mercado antiga, de autor desconhecido

 

*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.

O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.

 

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Economista e Palestrante. CEO do Portal Aviso em Dois e do Projeto Arrisque

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