Continue brilhando

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Era uma vez um profissional habilitado, super capaz e inteligente. Trabalhou contente durante longos anos em uma grande empresa, a qual amava, tendo desempenhado com dedicação e esmero todas as funções que lhe foram atribuídas.

Um belo dia recebeu a notícia da demissão. Como nunca havia se preparado para o rompimento dessa relação, não suportou e sucumbiu… Ele, que jamais havia sequer pensado em ter um “Plano B” para a sua subsistência, entrou em uma espiral de desespero e transformou-se em uma pessoa extremamente deprimida e negativa. Todas as tentativas de êxito profissional foram experiências instáveis e frustrantes, até o fim de seus dias.

Agora você se pergunta: por que um profissional capacitado não conseguiu sobreviver fora daquele “habitat” onde suas capacidades brilhavam tanto? A resposta é simples. Seu inconformismo com a perda da condição anterior o cegou! Cometeu também o grande erro de manter com a empresa uma relação emocional, e não racional. Quando os laços “amorosos” foram rompidos, o abalo foi tão intenso que ele esqueceu que as habilidades de uma pessoa continuam fazendo parte dela independentemente de onde esteja! “Quem é bom dentro, é bom fora!” É importante termos isso em mente.

O verdadeiro vencedor sempre dá a volta por cima. Nem tudo é tão ruim como parece, e isso me traz à memória a história daquela família muito pobre cuja renda provinha exclusivamente da venda do leite que sua vaquinha produzia. Eles viviam em um sítio bem humilde, tinham uma casa pequena, um pangaré magricela e uma carroça caindo aos pedaços. Um dia, a vaquinha foi jogada deliberadamente em um precipício por um estranho e morreu. Isso causou grande consternação em quem os conhecia, pois lá se foi a sua única fonte de renda…

Entretanto, alguns anos mais tarde, aquele lugar tinha se transformado em um sítio muito bonito, todo florido, cheio de árvores frutíferas, estava todo murado, o casebre dera lugar a uma ampla e confortável residência e eles tinham agora dois belos carros na garagem. O segredo foi que aquela família, antes acomodada, teve então que achar alternativas de sobrevivência e, dizendo não ao pessimismo, eles acabaram por desenvolver habilidades que nem sabiam que podiam ter. O que a princípio lhes pareceu um infortúnio foi exatamente a causa do seu sucesso.

A verdade é que não existe crise econômica ou circunstância desfavorável que prostre aquele que tem noção do seu próprio valor. Lembre-se que enquanto uns choram, outros vendem lenços!

Se um dia a demissão bater à sua porta, seja criativo e continue brilhando!

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Economista e Palestrante. CEO do Portal Aviso em Dois e do Projeto Arrisque

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